| Nome | Idade | Residência |
|---|---|---|
| Helen Marie Brooks | 41 anos | 9 Library Street, Ravenwood |
| Profissão | Data Depoimento | Horário Depoimento |
|---|---|---|
| Bibliotecária Municipal | 08 de março de 2024 | 16h00 |
Detetive Carter: Boa tarde, Srta. Brooks. Obrigada pela sua presença. Poderia começar dizendo qual era exatamente sua relação com Emma Collins?
Helen Brooks: Relação? Aquela mulher não era minha amiga. Ela apareceu na biblioteca querendo escavar meu passado e remexer em feridas que nunca cicatrizaram. Não tínhamos relação alguma além disso.
Detetive Carter: Algumas testemunhas relataram discussões acaloradas entre vocês recentemente. Poderia esclarecer o que ocorreu exatamente?
Helen Brooks: Discutimos, sim. Emma insistia em tocar em assuntos pessoais extremamente dolorosos, relacionados ao atropelamento que o pai dela provocou. Ela parecia achar divertido expor minha dor ao público, mas para mim, era como reviver o pior dia da minha vida várias vezes.
Detetive Carter: Entendo que você tenha ressentimentos profundos contra a família Collins. Poderia descrever como se sente exatamente sobre o acidente?
Helen Brooks: Acidente? Foi um assassinato! Robert Collins matou meus pais e destruiu minha família. Nos jogaram naquele orfanato horrível, minha irmã morreu ali pouco depois. Minha vida inteira desmoronou por culpa daquela família egoísta.
Detetive Carter: Sua irmã faleceu no orfanato devido a um surto de meningite, certo?
Helen Brooks: Meningite? Isso foi o que disseram! O que aconteceu com minha irmã não foi doença, foi assassinato. Ela foi vítima de algo terrível naquele lugar. Tenho investigado a morte dela há anos, e Emma estava chegando perto de descobrir quem realmente foi responsável. Eu faria qualquer coisa para colocar essa pessoa atrás das grades.
Detetive Carter: Você possui uma coleção extensa de materiais ocultistas. Qual sua ligação com os símbolos encontrados no corpo da vítima?
Helen Brooks: São símbolos antigos que estudo academicamente. Não tenho nada a ver com o que aconteceu com Emma, embora, francamente, não lamente o que houve com ela.
Detetive Carter: Esses símbolos fazem parte de algum ritual específico que você tenha estudado?
Helen Brooks: São símbolos antigos, relacionados a rituais diversos. Não posso ser responsabilizada pelo uso indevido feito por outra pessoa. Muitas pessoas têm acesso a esses materiais.
Detetive Carter: Você já participou de algum ritual ocultista, Helen?
Helen Brooks: Já estudei diversos rituais, mas nunca fiz algo que envolvesse violência. Minha busca é acadêmica, detetive, e não homicida.
Detetive Carter: Você esteve na igreja antiga recentemente?
Helen Brooks: Não, não estive lá recentemente. Evito aquele lugar desde minha infância. Traz péssimas lembranças.
Detetive Carter: Helen, onde você estava exatamente entre meia-noite e duas da manhã no dia do crime?
Helen Brooks: Em casa, sozinha, como sempre. Não tenho ninguém para confirmar isso.
| Nome | Data Depoimento | Nº Caso |
|---|---|---|
| Helen Marie Brooks | 08 de março de 2024 | 2024-0308-EC |
Detetive Carter: Emma descobriu algo que poderia prejudicar você de alguma maneira?
Helen Brooks: Não tenho nada a esconder além do ódio profundo que sinto por aquela família inteira. Mas não matei ninguém. Se isso serve como resposta.
Detetive Carter: Encontramos suas digitais na lateral direita do altar da igreja antiga, o que indica que esteve lá recentemente. Como explica isso?
Helen Brooks: Não faço ideia como minhas digitais foram parar lá. Talvez seja algo antigo, não lembro de ter tocado nada lá recentemente. Vocês devem ter cometido algum erro.
Detetive Carter: Uma última pergunta direta: você matou Emma Collins?
Helen Brooks: Não. Eu não matei Emma. Mas acredito que o que aconteceu com ela foi apenas o destino retribuindo tudo de ruim que a família dela fez.
Detetive Carter: Muito bem, obrigada pela colaboração, Helen. Entraremos em contato novamente se necessário.
Helen Brooks: Farei o possível para ajudar, detetive. Espero que vocês encontrem logo quem fez isso.
Helen Brooks apresentou grande tensão emocional durante o depoimento, especialmente ao falar sobre seu passado familiar, a morte da irmã e os símbolos ocultistas. Recomenda-se monitorar discretamente suas atividades e aprofundar a investigação sobre sua rotina recente e possíveis encontros suspeitos.