Detetive Ling: Sr. Morrison, obrigada por vir. Qual é sua ligação atual com Richard Kingsley ou sua empresa?
Daniel Morrison: Kingsley Air terceirizou o transporte que matou meu filho Ethan há nove meses. Mantenho um processo civil contra a companhia, nada além disso.
Ling: O senhor foi denunciado em 28/09 por fotografar a residência dos Kingsley. Explique.
Morrison: [suspira] Estava frustrado. Queria mostrar ao meu advogado o luxo em que ele vive enquanto ignora quem perdeu tudo. Tirei três fotos e fui embora quando o vizinho saiu. Foi impulso, não ameaça.
Ling: Onde esteve ontem, das 18 h até a meia-noite?
Morrison: Na Ashcroft Academy com minha esposa, Sarah. Ela trabalha como secretária administrativa na escola e precisou ir auxiliar no evento escolar noturno. Fui junto para acompanhá-la e ajudar no que fosse preciso.
Ling: Depois do evento?
Morrison: Fomos direto para casa no nosso carro. Sarah dirigiu; chegamos em casa por volta das 23h10.
Ling: Um e-mail de ameaça assinada "Um Pai que Sofre" foi encaminhada a Kingsley. Autoridades ligam-na ao senhor.
Morrison: Eu confesso que mandei na hora da raiva, mas não tenho intenção de fazer mal a sua família, como ele fez comigo.
Ling: Possui arma ou registro de violência?
Morrison: Zero. Tenho chave inglesa, soldador, cabos de rede ferramentas de trabalho.
Ling: O senhor admite ressentimento profundo. Poderia tê-lo levado a sequestrar Margot?
Morrison: [olhos marejam, porém firme] Já perdi uma criança. Não desejo essa dor nem ao meu pior inimigo. Sequestrar outra seria trair a memória de Ethan.
Ling: Entregará registros que comprovem sua presença na escola?
Morrison: Estão aqui. [entrega envelope] Lista de voluntários do evento, declaração da diretora confirmando nossa presença, e recibos de combustível da ida e volta.
Ling: Algo a acrescentar?
Morrison: Quero justiça pelos erros da Kingsley Air, mas pelos meios legais. Espero que encontrem Margot ilesa nenhum pai deveria reviver o que eu vivi.